Júlio Carrilho

Júlio Carrilho é licenciado em Arquitetura pela Escola Superior de Belas Artes da Universidade de Lisboa (1973) e doutorado em “Arquitetura e Ambiente” pela Universidade de Roma “La Sapienza” (2006).
É na linha de Projeto de Arquitetura e docente e regente na linha de História, na Faculdade de Arquitectura e Planeamento Físico da Universidade Eduardo Mondlane (desde 1993), assim como docente Investigador do Centro de Estudos e Desenvolvimento do Habitat (CEDH). Projetista e consultor em arquitetura, tem-se dedicado à abordagem e compreensão dos processos de transformação territorial de matriz orgânica nos espaços urbanos ditos informais, tendo neste âmbito participado em estudos sobre a sua natureza nas cidades de Maputo, Lichinga e Pemba, assim como trabalhos de campo, visando ações propositivas para a sua regularização em Maputo, Chimoio, Vilankulo, Monapo e Nacala. Além desta linha de pesquisa participou em estudos da arquitetura “popular” em Moçambique, com ênfase na arquitetura de matriz suaíli do litoral Norte do país, bem como em levantamentos e caracterização de ambientes construídos e edificações de valor patrimonial na Ilha do Ibo, em Maputo e na Beira.
Tendo participado em várias palestras, conferências e artigos, é autor e coautor de publicações nestes domínios e de outras no prelo. Também poeta, coleciona uma interessante obra, da qual se destaca:
- 2002: Riário. Maputo: Faculdade de Arquitectura e Planeamento Físico da UEM.
- 2004: Role Play – Workshop Maputo (com David Higdon, Juliet Higdon e Paolo Scattoni). Maputo: Edições FAPF
- 2004: Traditional Informal Settlements: from Lichinga to Maputo (coauthor, sendo de 2001 a 1ª edição em Português, com o título Um Olhar para o Habitat Informal Moçambicano: de Lichinga a Maputo). Maputo: Faculdade de Arquitectura e Planeamento Físico).
- 2005: Ibo. A casa e o tempo. Maputo: Edições FAPF.
- 2005: Pemba. As duas cidades (com Luís Lage e Sandro Bruschi). Maputo: Edições FAPF.
- 2005: Era uma vez uma palhota… História da Casa Moçambicana (com Luís Lage e Sandro Bruschi 2005). Maputo: Edições FAPF.
Relativamente à experiência de direção, destaque para: Ministro das Obras Públicas e Habitação no Governo de Transição de Moçambique e no primeiro Governo da República de Moçambique (1974-1975 e 1975-1987); Presidente do Conselho de Administração do “Fundo de Desenvolvimento Artístico e Cultural” (FUNDAC) (1989-1994); Membro da Comissão Nacional de Moçambique da UNESCO (1990); Diretor Executivo do “Centro de estudos e Desenvolvimento do habitat”, da FAPF da UEM, membro do Conselho de Administração da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC) de Moçambique e membro da Comissão Instaladora da Academia de Ciências de Moçambique (1994-2008) e Vice-Director para a área de investigação e extensão na FAPF da UEM (2005-2006).